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Em 1988, recém-chegado a Maceió, o casal de mineiros André Generoso e Cláudia Mortimer alugou uma pequena garagem para vender pão de queijo e cachaça. Aos poucos, a lista de ofertas passou a ser incrementada por receitas de Generoso, engenheiro florestal que descobriu o talento na cozinha nos tempos de faculdade. Bicampeão da categoria, atualmente o restaurante ocupa um enorme imóvel próprio, com paredes de tijolos aparentes, salões climatizados, adega para 800 garrafas e jardim.
No extenso cardápio, legendas indicam, por exemplo, quando a receita é mineira ou usa ingredientes típicos de Alagoas, o tempo de preparo ou se leva legumes orgânicos, todos produzidos em um sítio de Japaratinga, no Litoral Norte, onde os proprietários também criam carneiros, porcos e galinhas. A porção do delicado tijolinho de tapioca recheado de queijo de coalho (R$ 8,00) é boa pedida para abrir a refeição sem comprometer o apetite. Vem acompanhada de uma consistente e saborosa geleia de pimenta.
Entre os pratos principais, todos para duas pessoas, a carne de sol desfiada com tutu chega escoltada de arroz de alho, couve e torresmo (R$ 38,00). Arroz com brócolis, farofa de cenoura e banana-da-terra guarnecem o picadinho de sirigado batizado de saudades do "lá em casa" (R$ 45,00), que homenageia o famoso restaurante Lá em Casa, de Belém (PA). Para a sobremesa, vale pedir o pastelzinho de banana-da-terra com sorvete de tapioca e calda de tangerina, chamado de doçura real (R$ 12,00).